Orixás
da Nação Ijexá
| Bará
Este é o Orixá saudado em primeiro lugar
em todos terreiros de nação Africana; sem bará não se faz
nada, é o principio e o fim de tudo. Bará é o dono das encruzilhadas,
dono das porteiras, de todas as chaves e de todos os caminhos,
se estiver atrapalhado, precisando de ajuda para obter um
emprego ou realizar qualquer tipo de negócios este é o Orixá
que pode te dar a solução. É o primeiro a receber oferendas,
antes de qualquer outro orixá, o bará é insubstituível,
em qualquer situação temos que chegar até ele.
No Rio Grande de
Sul, cultuamos:
BARÁ LODÊ - que tem seu assentamento feito
do lado de fora do terreiro, junto com Ogum Avagãm.
BARÁ ADAGUE - trabalha nas encruzilhadas,
seu assentamento é feito dentro dos terreiros; é um dos
mais requisitados, faz a frente dos Orixás: Ogum, oiá, xangô,
ode, otim, oba, ossae e xapanã.
BARÁ LANÃ - trabalha também nos cruzeiros,
tem as mesmas funções do bará adague, responde também nos
cruzeiros de mato.
BARÁ AJELÚ - este é o bará dos orixás de
água como oxum iemanjá e oxala, além do epô usa-se mel nas
sua oferendas, trabalha de acordo com ogum adiola.
Bará é Deus de
todo e qualquer movimento, é ele quem faz a ligação entre
o homem e os demais Orixás, é o mais humanos de todos, pois
é o que está mais próximos de nós, está em toda parte dia
e noite, se tens algum projeto na sua vida e quer que tudo
corra bem, agrade este orixá. A cor de bará é o vermelho
seu dia da semana é segunda-feira.
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Orixá  
 
 
 
 
 
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| Ogum
Deus guerreiro, senhor da guerra, dono do
ferro e todos os seus derivados, senhor de todas as armas,
dono da faca e da bebida de álcool, é o legítimo esposo
de Iansã', que o traiu com o rival xangô. Para vencer demandas
tem que se agarrar com ogum, depois de bará é o próximo
a receber oferendas, aliás diga-se de passagem , estes dois
orixás são os que mais trabalham dentro do panteão africano.
Algumas qualidades de Ogum trabalham de acordo com o Orixá
Bará, citemos como exemplo Ogum Avagãm, que tem seu assentamento
junto com Bará Lodê, e sua morada é na frente do terreiro,
do lado de fora da casa. Na Nação Ijexá também cultuamos
Ogum Onira e Ogum Adiola, este último é um guerreiro guardião
que trabalha na beira da água aos mandos de Oxum Iemanjá
e Oxala. Qualquer sacerdote de Orixá tem que ter Ogum em
seus assentamentos, pois este é o dono do axé de facas;
suas cores são o vermelho e verde, seu dia da semana é quinta-feira,
seu sincretismo aqui no sul é com São Jorge. Ogum é o protetor
dos Policiais e dos soldados.
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Orixá  
 
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| Iansã
Orixá dos ventos e das tempestades, foi
esposa de Ogum, o qual deixou por amor a Xangô; dos Orixás
femininos é a mais guerreira; Iansã é associada a sensualidade.
Tanto acompanhou Ogum quanto Xangô em suas batalhas, é a
dona das relações sexuais.
Certas Iansãs são
ligadas ao culto dos eguns (espíritos dos mortos), é o Orixá
que comandas o Balê junto com Xangô.
As filhas de Iansã
são audaciosas, poderosas, autoritárias, se contrariadas
em seus objetivos deixam levar a manifestações de extrema
cólera. A espada também é seu símbolo, representando seu
caráter guerreiro; divide com Xangô o poder sobre o raio;
sua cor é o vermelho e branco seu dia são terça e quinta-feira.
Seu sincretismo é com Santa Bárbara.
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Orixá  
 
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| Xangô
Orixá do raio e do trovão, senhor da justiça,
é um dos mais cultuados no Brasil. No Rio Grande do Sul
cultuamos: Xangô Ogodô, Xangô Aganju e Xangô de Beije.
Xangô Ogodô é sincretizado
com São Jerônimo, Aganju com São Miguel Arcanjo e Xangô
de Beije com Cosme e Damião. Sua comida preferida é o Amala.
Este orixá representa
a sedução masculina, já que teve como mulheres três iyabás,
0xum, Oba e Iansã. È o protetor dos estudiosos, intelectuais,
dos Advogados, Juízes e tudo que se relacione com justiça.
Sua cor é o vermelho e branco seu dia da semana é terça-feira,
sua saudação é Kaô Kabiecilê!
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Orixá
 
 
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| Ibêje - Ìbeji
Ibêje, na Nação Ijexá, cultuada no sul do
Brasil, são entidades Gêmeas que formam um único orixá,
permanentemente duplo, (formado por duas entidades distintas),
que coexistem, representando o princípio básico da dualidade.
São Orixás crianças; seu assentamento é feito em "vultos"
(orixás feito em madeira). São os Deuses gêmeos de grande
prestígio no sul , como em todo Brasil, a maior homenagem
aos ibêjes consiste numa mesa (toalha arreada no chão) na
qual se serve somente crianças até sete anos de idade, para
comerem canja feita das aves que foram sacrificadas aos
ibêjes , e doces de toda qualidade, ganham brinquedos, balas,
pirulitos etc.
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Orixá  
 
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| Odé
Odé é o orixá das matas e florestas onde
vive a caçar; é o protetor dos caçadores; seus filhos são
espertos, rápidos e atentos, tomam conta de um lar perfeitamente,
buscando tudo para alimentar seus dependentes. Qualquer
expedição que envolva caça, é bom oferendar Odé para obter
bons resultados.
Este Deus representa
a fartura das matas, seu símbolo é o arco e flecha, sua
cor é o azul marinho, seu dia da semana é segunda-feira,
seu sincretismo no sul é com São Sebastião.
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Orixá  
 
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| Otim
Orixá que acompanha Odé, vive no mato a
caçar junto com seu companheiro, come toda espécie de caça.
Junto com Odé também é dona da pontada pneumonia, no Brasil
esta iyaba é muito pouco cultuada; Aqui no Rio Grande do
Sul o culto á Otim ainda se mantém e quase todos sacerdotes
tem os assentamentos de Otim entre seus Orixás, mas mesmo
assim é raro ver filhos de Otim.
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Orixá  
 
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| Obá
Obá, é uma das mulheres de Xangô, Orixá
guerreira, que por ser fisicamente forte, é muito respeitada
pelos Orixás masculinos; Quando Obá se tornou mulher de
Xangô surgiu grande rivalidade com oxum, a qual lhe pregou
grande peça que lhe custou a perda de uma das orelhas. Obá
reponde pelos amores com perturbações, ciúmes, desonra e
falsidade. Para nós aqui no Rio Grande do Sul ela é a dona
da navalha, do corte, da roda e da direção. É protetora
dos motoristas, as seguranças para automóveis são feitas
para Obá; é dona também do enxume. È o Orixá feminino associado
as lutas, seu ritual se perdeu com a falta dos antigos sacerdotes,
não é muito fácil encontrar filhos de Obá.
Seu dia da semana
na nação Ijexá é segunda-feira, sua cor é o marrom é sincretizada
com Santa Catarina.
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Orixá  
 
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| Ossain
É o nosso médico da Religião Africana, é
o dono das plantas medicinais, sua importância é fundamental
nos ritos africanos desde uma simples lavação de cabeça
até o assentamento de orixás começam com o uso de suas ervas.
Geralmente os filhos
de ossain tem as mãos boas para fazer trabalhos para cura
de enfermos, seus filhos tem caráter equilibrado, capazes
de ouvir e dar bons conselhos.
Todas as ervas,
chás, folhas e vegetação pertencem a Ossain; é ele quem
libera a propriedade mágica das folhas. Sua cor é o verde
claro, seu dia da semana na nação Ijexá é segunda-feira.
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Orixá  
 
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| Xapanã
Deus da varíola e de todas as doenças contagiosas,
senhor da saúde e das doenças, pois tanto pode produzir
as doenças como curá-las; este é o Orixá do sofrimento,
e com sua ajuda pode-se ter grande triunfo em toda e qualquer
dificuldade.
Xapanã, embora
seja Rei de Jejê, é muito cultuado na nação Ijexá; trabalha
nos matos e cemitérios, xapanã é associado a morte; fuma
cachimbo; é o dono da vassoura, com que varre os males dos
nossos caminhos, é o legitimo dono da limpeza. Na maioria
dos trabalhos de religião que envolva limpezas sempre Xapanã
é reverenciado.
Sua cores são o
vermelho e preto, roxo, lilás e sua vassoura para trabalhos
tem sete cores, é sincretizado com Nosso Senhor dos Passos,
seu dia da semana na nação Ijexá é quarta-feira.
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Orixá  
 
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| Oxum
Orixá das águas doces rios, lagos e cachoeiras;
Oxum representa a beleza, dona da aliança, da união , do
amor, do casamento, da alegria e da felicidade.
Oxum é a rainha
da nação Ijexá; é deusa da fertilidade, é dona do ouro e
de todas as jóias preciosas. Das esposas de Xangô, Oxum
é a mais amada, é a iyaba mais vaidosa do panteão africano.
Tudo que se relacione a alegria e a riqueza tem a ver com
Oxum. Também é protetora das crianças; os casais que tem
dificuldades para terem filhos tem que se apegar com Oxum,
ela é a Deusa da fertilidade, é a mãe que ajudou a criar
todos os filhos de Iemanjá, ela controla a fecundidade e
o ventre materno. Oxum, é a senhora elegante, de muitas
jóias, deusa da prosperidade e da fartura; sua cor é o amarelo,
seu dia da semana é o sábado, seu sincretismo é com diversas
Nossa Senhora.
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Orixá  
 
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| Iemanjá
Mãe poderosa, que governa os oceanos, dona
da mente e do pensamento, dona da viagem e das mudanças.
Iemanja é a
mais popular dos Orixás no Brasil, representa o mar. De
seu ventre nasceram a maioria dos Orixás, é esposa de Oxala,
senhor da criação, ela é freqüentemente representada por
uma sereia, principalmente na Umbanda, ela representa a
mãe, a família, senhora imponente, se contrariada não tem
quem a acalme. A dança de Iemanja é solene e cheia de ondulações,
seu dia da semana é sexta-feira, sua cor é o azul, no Sul
é sincretizada com Nossa Senhora dos Navegantes, inclusive,
uma das maiores homenagens feita para Iemanja é no dia dois
de fevereiro, dia da Santa católica.
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Orixá  
 
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| Oxalá
O grande Orixá, o mais elevado do panteão
africano depois de Olurum, senhor da criação do mundo e
dos homens. Oxalá é o pai de todos os deuses africanos,
usa branco é o patrono da paz, grande chefe da ciência espiritual,
Deus purificador, senhor das águas doces.
Oxalá é representado
por um velho encurvado, mas, de compostura serena, benévola,
que tem resposta para tudo, é o sábio do universo.
Também cultuamos
o Oxala jovem, que em sincretismo seria Menino Jesus de
Praga, este se manifesta em seus filhos dançando como um
moço e tem as mesmas funções do Oxalá velho.
Oxalá usa o cajado
que representa o poder, é o orixá da transformação da natureza.
Sua cor é o branco,
é sincretizado no Sul com Divino Espírito Santo e Nosso
Senhor do Bom Fim, seu dia da semana (no sul) é domingo.
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Orixá  
 
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Outros
Orixás
É bom deixar bem claro
que, o que relatei aqui neste site, são aprendizados dentro do culto
na nação Ijexá, cada terreiro tem os seus costumes e maneiras diferentes
de tratar seus Orixás, é um particular de cada nação e de cada casa
seguir aquilo que lhe foi passado por seus sacerdotes; respeito os
fundamentos diferentes dos meus, pois a cada cabeça uma sentença,
talvez nem todos que lerem o que aqui está escrito concordarão; contudo
seguirei aquilo de que foi passado durante os vinte e um anos de aprontamento
que tenho; convivi no meio de batuqueiros velhos como Pai Pedro de
Iemanja, Mãe Antonia de Bará, Preta de Oxala, Miróca de Xangô, Ademar
de Ogum, Nininho de Ogum, Pai Araci de Odé, Almiro de Bará, Delurdes
de Oxum, Branca de oxum entre muitos outros, os quais tenho grande
respeito e agradecimentos com aqueles que alguma coisa me passaram
e que me ajudou na minha caminhada. No Rio Grande do Sul a maior nação
ainda é a do Ijexá, isto não quer dizer que todas as casas de Ijexá
tem que fazerem exatamente igual os axés para os Orixás, cada um tem
uma coisinha diferente para acrescentar ou modificar, e isto é válido
depende do que nos foi passado, se está indo bem assim para que mudar?
Só porque achou bonito o que viu na casa do outro? Não é bem assim
cada casa de religião tem sua maneira de proceder e no final todos
chegam a mesma luz.
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